Em mais um vídeo da série divulga no seu
instituto, o ex-presidente Lula afirma que a esperança é a "palavra-chave
que move as pessoas" e deve estar especialmente presente nos jovens.
"Às vezes digo para os meus filhos: posso perder a esperança porque tenho
68 anos e vou completar 69 em 27 de outubro. Meus sonhos e esperanças têm que
ser menores do que o sonho e a esperança de um moleque de 16, 17 anos, que está
em casa, que está no iPad falando mal de alguém", afirmou. "Além de
sentar na frente da televisão, do computador e xingar todo mundo, dizer que
ninguém presta, é preciso perguntar: o que eu fiz?" As informações são da
Agência Estado.
O ex-presidente contou que, certa vez,
fez um curso no sindicato em que a professora perguntava sobre os sonhos de cada
um e o que estavam fazendo para concretizá-los. "Muitas vezes ficávamos
decepcionados porque a gente não tinha feito nada", disse. "Tem que
levantar a cabeça e ter esperança. Tem que colocar a cabeça no travesseiro e
perguntar: O que eu fiz de bom hoje?"
Lula disse que sua mãe também foi um
exemplo desse tipo de atitude na vida. "Eu via a minha mãe, com oito
filhos... Às vezes ela não tinha nem feijão para colocar no fogo e eu não via
minha mãe reclamar. Ela sempre achava que amanhã ia ser melhor", lembrou.
"Em vez de ficar reclamando daquilo que os outros fazem daquilo que os
outros têm, acho que temos que trabalhar para coisas concretas."
O ex-presidente disse que "temos
tudo para fazer neste País" e lembrou a riqueza em biodiversidade e a
qualidade do povo brasileiro, "ordeiro, alegre, resultado de uma mistura
extraordinária".
Todos aqueles que
estiveram na sessão do dia 2 de janeiro de 2013, da Câmara Municipal de
Curitiba, puderam ver a imensa alegria e satisfação, que pulsava na voz, na
fala e nos olhos do novo Presidente, o Vereador Paulo Salamuni.
Ao final com imensa alegria também
fui dar um abraço e felicitar o amigo Paulo Salamuni e aproveitei a
oportunidade para dizer o seguinte: “Salamuni, tenho duas paixões na minha
vida. Uma é a Geografia, a qual aprendi com seu pai (Riad Salamuni) e a outra é
a política, a qual aprendo muito com você.” Vi os olhos do vereador se encherem
de lágrimas.
Quando falamos no nome SALAMUNI
associamos a honradez, a ética, a verdade, a inteligência e, principalmente, a
DEMOCRACIA.
Nunca me esquecerei da cena protagonizada
pelo Vereador em uma sessão do ano de 2011, na qual um integrante da União
Paranaense dos Estudantes foi barrado, agredido e sua bandeira foi quase
rasgada por um segurança da Casa, na entrada do Plenário. Salamuni, mais do que
depressa, atirou-se em defesa do estudante e esbravejou: “Essa é uma Casa
democrática, jamais permitam que o povo seja barrado ou que sua liberdade de
expressão seja ceifada.”
A vitória de Salamuni foi a vitória
de Curitiba, apesar do mesmo sempre frisar que a pessoa passa, mas a
instituição fica, mas sua luta em defesa de uma Câmara ética, transparente,
limpa e democrática dará a nossa cidade e ao Parlamento novos ares.
VEREADOR PAULO SALAMUNI, SUCESSO E QUE
OS CÉUS POSSAM LHE ENCHER DE BENÇÃOS.
Série revela imagens e depoimentos históricos sobre o Golpe de 64
Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir da série O Dia que durou 21 anos, que a TV Brasil volta a exibir nos dias 30, 31 de março e 1° de abril, às 22h.
Há 48 anos, justamente neste período do ano, o país viveu momentos dramáticos. Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.
O mundo vivia a Guerra Fria quando os Estados Unidos começaram a arquitetar o golpe para derrubar o governo de João Goulart. As primeiras ações surgem em 1962, pelo então presidente John Kennedy. Os fatos vão se descortinando, através de relatos de políticos, militares, historiadores, diplomatas e estudiosos dos dois países. Depois do assassinato de Kennedy, em novembro de 1963, o texano Lyndon Johnson assume o governo e mantém a estratégia de remover Jango, apelido de Goulart. O temor de que o país se alinharia ao comunismo e influenciaria outros países da América Latina, contrariando assim os interesses dos Estados Unidos, reforçaram os movimentos pró-golpe.
A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. Envergando uma roupa civil, ele assume o poder em 15 de abril. Castelo era chefe do Estado Maior do Exército de Jango.
O governo norte-americano estava preparado para intervir militarmente, mas não foi necessário, como ressaltam historiadores e militares. O general Ivan Cavalcanti Proença, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.
Do Brasil, duas autoridades americanas foram peças-chaves para bloquear as ações de Goulart e apoiar Castelo Branco: o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon; e o general Vernon Walters, adido militar e que já conhecia Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy Dean Rusk; Thomas Mann (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.
Foi uma das mais longas ditaduras da América Latina. O general Newton Cruz, que foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e ex-comandante militar do Planalto, conclui: “A revolução era para arrumar a casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar uma Casa”.
Em 1967, quem assume o Planalto é o general Costa e Silva, então ministro da Guerra de Castelo. Da linha dura, seu governo consolida a repressão. As conseqüências deste período da ditadura, seus meandros políticos e ideológicos estarão na tela. Mortes, torturas, assassinatos, violação de direitos democráticos e prisões arbitrárias fazem parte desse período dramático da história.
O jornalista Flávio Tavares, participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político. Através da série, dirigida por seu filho Camilo Tavares, ele explora suas vivências e lembranças. E mais: abre uma nova oportunidade de reflexão sobre o passado.
O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.
Primeiro Episódio:
As ações do embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas neste primeiro capítulo desta sexta-feira (30) às 22h. O discurso do presidente João Goulart pregando reformas sociais torna-se uma ameaça e é interpretado pelos militares como uma provocação. Nos quartéis temia-se uma movimentação de esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países latinos. Entrevistas e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como diálogos entre Gordon e Kennedy.
O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.
Aí está uma ideia que pode parecer estranha diante do que a maioria de nós está acostumada a pensar: a Geografia é, poderia ser ou, melhor, deveria ser a mais importante de todas as disciplinas escolares.
Essa é uma noção atípica pois, infelizmente, o ensino da Geografia na escola ainda é associado a duas ideias principais:
- Ela é uma disciplina que leva ao extremo o recurso à "decoreba". Nós fomos educados assim e, apesar de todas as mudanças, ainda podemos dizer que, para tirar boas notas em Geografia, em pleno século XXI, o mais importante continua sendo ter uma boa memória.
- A Geografia é uma matéria que quase nunca reprova e é mais fácil e menos decisiva do que Matemática ou Língua Portuguesa. A aula de Geografia é um bom momento para fazer um pouco mais de bagunça, até mesmo porque, em geral, professores de Geografia são "mais bonzinhos"...
Neste artigo, gostaria de tentar mudar um pouco a visão de quem pensa assim e dividir algumas ideias que fazem com que nós, geógrafos, tenhamos grande orgulho e prazer com nossa profissão (embora ninguém, ao que parece, esteja ficando muito rico).
Enfim, a visão da "decoreba" e da matéria menos séria é triste, porque a Geografia não é nada disso: ela é uma ciência que integra contribuições de todas os campos do saber e que deve ter uma função central na necessária renovação do ensino.
Por que isso acontece? Em primeiro lugar, porque é a Geografia que garante um espaço específico para o tratamento das questões sociais e ecológicas dentro das escolas, permitindo que os problemas do mundo sejam discutidos nas salas de aula.
Quando os meios de comunicação mostram incessantemente imagens de terroristas agindo nos mais recônditos cantos do planeta, é possível que a escola ignore isso? E quando o clima do planeta dá sinais de alterações perturbadoras, talvez por influência da atividade industrial humana, é aceitável deixar de discutir isso? É claro que não, a não ser que a escola desista de ter entre os seus objetivos o de ajudar a entender o mundo.
É por isso que um amigo geógrafo sempre diz que "um bom professor de Geografia vai para a sala de aula com um jornal e um globo terrestre". Claro, pois tudo o que está acontecendo de importante no mundo pode servir como ponto de partida para o trabalho do professor de Geografia.
E no que deve consistir esse trabalho? Basicamente em mobilizar a curiosidade e as ideias que os alunos já têm sobre os temas debatidos e, com base nisso, conduzir atividades em que vamos localizar, mapear, comparar e analisar criticamente os fenômenos discutidos. É exatamente por isso que há muitas décadas já se afirma que, na escola, a Geografia é fundamental para levar alunos e alunas além da visão superficial e sensacionalista das manchetes dos jornais e da TV.
Então, a Geografia é importante porque, mesmo na escola mais tradicional, abre espaço para que os problemas reais do mundo sejam discutidos e aprofundados. Esse processo revela um outro aspecto importante dessa disciplina: ela pode englobar abordagens de várias outras matérias. Um bom trabalho provoca a necessidade de pesquisar e discutir questões históricas e científicas, produzir textos de síntese, levantar dados numéricos e usar a matemática em um sem-fim de tipos de análises. Ou seja, em um trabalho sério de Geografia, todas as disciplinas devem dar sua contribuição; todas as matérias podem "estar contidas" nela. A Geografia, veja só que chique, é multi e interdisciplinar!
Aliás, não são apenas os geógrafos que afirmam isso. Um dos grandes pensadores da complexidade, da renovação da ciência e de seus paradigmas é o francês Edgar Morin, que reconhece que "o desenvolvimento das ciências da Terra e da Ecologia revitalizam a Geografia, ciência complexa por princípio, uma vez que abrange a física terrestre, a biosfera e as implantações humanas" [i] . Ou seja, uma Geografia que não seja multidisciplinar não merece esse nome.
Com todo esse potencial, dói ver que a Geografia escolar é muitas vezes associada a coisas como decorar o nome de rios e de capitais...
Talvez eu já tenha conseguido provocar alguma perturbação em sua concepção da Geografia e do papel dela na escola. Para concluir, afirmo (juntamente com muitos geógrafos) que a Geografia deve ser, cada vez mais, explorada como a mais importante das disciplinas, para atingirmos dois objetivos em nossas escolas. Esses objetivos podem parecer contraditórios, mas, na verdade, são profundamente complementares:
- Pelo conhecimento do espaço local e pela comparação dele com outros lugares, ajudar cada um(a) a compreender melhor sua inserção territorial e cultural, o que contribui para a construção de uma identidade pessoal e comunitária mais rica. Conhecer cada vez mais e melhor seu lugar, sua cultura e as pessoas que vivem nos mesmos espaços que nós.
- Pelo tratamento global dos problemas, pela busca de características comuns, pela análise da distribuição e da evolução espacial dos fenômenos e pelo uso constante do globo e de mapas, levar os(as) estudantes a conhecerem cada vez melhor o planeta em que vivemos. É a Geografia que possui a mais nobre das missões na escola do século XXI: preparar nossas crianças e adolescentes para a superação dos patriotismos e regionalismos estreitos, e formar para o respeito às diferenças e para o que nós chamamos de "cidadania planetária".
O francês Paul Claval, um grande geógrafo, encerra um de seus livros afirmando que "concebida dessa maneira, a Geografia prepara os homens para serem cidadãos do mundo. É nisso que acredito sinceramente" [ii] . Eu também!
Afinal de contas, o mundo é mesmo quase uma bola, estamos todos no mesmo barco redondo com sua atmosfera fantástica, o que acontece aqui sempre tem implicações acolá, e não podemos mais nos dar ao luxo de educar nossas crianças como se isso não fosse uma verdade fundamental. Precisamos da Geografia para nos conhecermos, para conhecermos nosso mundo respeitando sua diversidade e complexidade e para construirmos a cidadania planetária. Decore isso...
[i] Edgar Morin. "A cabeça bem-feita". São Paulo, Editora Cortez, 2003. Página 28. Sublinhado por nós.
[ii] Paul Claval. "La géographie comme genre de vie". Paris, L’Harmattan, 1996. Página 136.
Versão - INTELIGENTE - da música "Ai se eu te pego".
Esta é dedicada à luta contra o desemprego, a precariedade, os baixos salários e a política de austeridade que recai de forma pesada sobre os trabalhadores deixando intocadas as fortunas e o capital.
O vídeo apela também à participação na grande manifestação de dia 11 de Fevereiro no Terreiro do Paço, em Lisboa, organizada pela CGTP .
Letra:
Basta! Já chega, que o capital nos roube.
Ai, não nos calam! Ai, não, não nos calam!
Salários de miséria, assim não há justiça.
Ai, não nos calam! Ai, não, não nos calam!
Sábado na manif,
A malta começou a gritar
E não há coisa mais linda
Que a coragem do povo a lutar.
Basta! Já chega, que o capital nos roube.
Ai, não nos calam! Ai, não, não nos calam!
Recibos, desemprego, assim não há justiça.
Ai, não nos calam! Ai, não, não nos calam!
Sábado na manif,
A malta começou a gritar
E não há coisa mais linda
Que a coragem do povo a lutar.
Batizado de GAS - Galeria de Arte Subterrânea, a Prefeitura de Curitiba junto com a URBS instalaram no Terminal Campina do Siqueira painéis para os usuários do transporte coletivo da cidade manisfestarem algumas opiniões a respeito de Curitiba. Selecionei aqui a qual me chamou mais atenção:
Devemos lutar por mais espaços de lazer em Curitiba. Defender a juventude, as crianças, os adultos e os idosos é papel do governante, ou seja, cuidar BEM DAS PESSOAS.
Chega da ilusão de Academias ao Ar Livre. Podem ser boas para a saúde, mas a Política de Pão e Circo deve ser abolida. Não pode-se fazer de um líder político um deus. Sem mais delongas, confira a participação das pessoas...
É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do Professor dos Colégios Kandora e Francisco Zardo (São Braz e Santa Felicidade) ALEXANDER BASSOLI HONEGER (conhecido como Professor Alex). Ele foi vítima de um acidente de trânsito na madrugada desta quarta-feira. Ele era filho da também Professora Dircei (Col. Kandora). Maiores informações sobre sepultamento: Colégio Kandora 41 3272 9046 ou Professor Cícero Donadeli 41 9945 1214.
As nossas condolências aos familiares.
Professor Alex (no canto esquerdo) foi vítima de acidente de trânsito.
A juventude brasileira é a segunda mais otimista em relação ao seu futuro pessoal e a terceira a considerar que as perspectivas de seu país são promissoras, segundo a pesquisa “2011 – A Juventude do Mundo”, divulgado pela Fundação para a Inovação Política (Fundapol) da França na noite de terça-feira.
A pesquisa revela as aspirações, os valores e as preocupações atuais dos jovens no mundo. Ela foi realizada em 25 países em cinco continentes, com 32,7 mil pessoas.
Segundo o estudo, 87% dos jovens brasileiros consideram que seu futuro será promissor, atrás apenas dos indianos (90%).
Em relação ao futuro de seus países, o otimismo dos jovens do Brasil fica em terceiro lugar: 72% acreditam que ele também será promissor. Na Índia, o índice foi de 83% e, na China, de 82%. No entanto, apenas 17% dos jovens gregos, 23% dos mexicanos, 25% dos alemães e 37% dos americanos consideram que o futuro de seus países será promissor.
Os jovens das grandes potências emergentes também são os que mais têm confiança de que terão um bom emprego no futuro. No Brasil, esse índice é de 78%. No Japão, somente 32% acham que isso irá ocorrer.
A juventude da Índia, da China e do Brasil também é a que mais vê a globalização como uma oportunidade e não como uma ameaça. Os números são, respectivamente, 91%, 87% e 81%.
“De uma maneira geral, se considerarmos outros itens da pesquisa, podemos considerar que a juventude brasileira é de longe a campeã de otimismo”, disse à BBC Brasil Dominique Reynié, coordenador-geral do estudo e diretor do centro de estudos francês Fondapol.
Poluição
O vasto estudo, que totaliza mais de 26 mil páginas, abordou 224 temas variados, que vão desde questões econômicas, como emprego e aposentadoria, à confiança nas instituições políticas ou na polícia, além de assuntos ligados à religião, família, sexo, ecologia e internet, entre outros.
Alguns elementos dessa ampla pesquisa, que ainda está sendo compilada em um livro de cerca de 500 páginas, foram divulgados em um evento na noite de terça-feira em Paris.
Segundo a pesquisa, os jovens chineses são os mais preocupados com a poluição (51%). Em uma questão sobre as três maiores ameaças para a sociedade, a poluição, para os chineses, representa um problema maior do que a fome ou a pobreza (43%). Já no Brasil, 61% afirmam que temem mais a fome ou a pobreza do que a poluição (45%), como na maioria dos países que integram o estudo.
A juventude brasileira é a quarta que se diz mais disposta a dedicar tempo à religião (58%), atrás do Marrocos (90%), da África do Sul (72%) e da Turquia (64%) e à frente de Israel (52%). Já na França e na Espanha, esse índice é de apenas 15%.
Mais de um terço dos jovens brasileiros acha que as relações sexuais só devem ser permitidas no casamento, segundo a pesquisa. A média da União Europeia é de 20%.
Em relação às prioridades para os próximos 15 anos (o questionário permitia escolher três em uma lista de dez), 60% dos jovens indianos afirmam que querem ganhar muito dinheiro. Mas apenas 24% responderam que ter filhos é um dos projetos importantes nesse período.
No Brasil, ganhar muito dinheiro também é uma prioridade para 47% dos jovens (média semelhante à da União Europeia). E 39% afirmam que ter filhos é um dos três projetos prioritários nos próximos 15 anos, diz o estudo.
Distribuição da riqueza
A pesquisa descobriu ainda que 39% dos jovens brasileiros dizem não estar dispostos a pagar pelas aposentadorias das gerações anteriores, somente 27% dizem confiar no Congresso e 62% preferem uma sociedade com distribuição de riquezas a uma sociedade que recompensa o esforço individual – índice próximo aos dos países escandinavos ou da França e bem acima dos outros grandes países emergentes.